Podemos contribuir pontual ou conceitualmente na aplicação de novas práticas com foco na sustentabilidade de diferentes empresas. Já desenvolvemos estudos para escritórios de arquitetura, construtoras e órgãos públicos para melhoria de práticas de operação e projeto. Oferecemos consultorias em:

CONCEPÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS PARA CERTIFICAÇÃO AQUA

A vantagem desse sistema está na avaliação feita desde o processo de concepção do projeto até a entrega para o cliente ou usuário. Isso garante que o projeto possa ser modificado em todas as etapas, por meio do Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE), resultado em edifícios com uma melhor performance e menor impacto no meio ambiente.

As 14 categorias da certificação AQUA:

1 – Relação do edifício com o seu entorno

2 – Escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos

3 – Canteiro de obras com baixo impacto ambiental

Conforto

4 – Conforto higrotérmico

5 – Conforto acústico

6 – Conforto visual

7 – Conforto olfativo

Eco-gestão

8 – Gestão da energia

9 – Gestão da água

10 – Gestão dos resíduos de uso e operação do edifício

11 – Manutenção – Permanência do desempenho ambiental

Saúde

12 – Qualidade sanitária dos ambientes

13 – Qualidade sanitária do ar

14 – Qualidade sanitária da água

As avaliações “bom”, “superior” ou “excelente” são feitas nas 14 categorias de desempenho, que incluem critérios de baixos impactos ambientais da construção em termos de ambiente urbano, implantação e uso da construção, bem como critérios de conforto e saúde para o usuário. Essa avaliação e a conseqüente certificação, caso atendido o perfil de desempenho necessário nas 14 categorias, é feita na conclusão A certificação permite soluções de projeto arquitetônico e de sistemas e equipamentos com liberdade de adequação ao Programa e tipo do empreendimento, bem como às condições locais e de tecnologia disponíveis, desde que resultem nos níveis de desempenho planejados.

Atualmente, os métodos mais conhecidos no Brasil para avaliação do impacto ambiental dos edifícios são:

LEED – Leadership in Energy and Environmental Design

Desenvolvido pelo U.S. Green Building Council, em 1996, o LEED é utilizado como uma ferramenta para verificar o impacto dos edifícios. Essa certificação aborda cinco principais áreas: desenvolvimento sustentável do local, economia de água. Eficiência energética, seleção de materiais e qualidade de ambiente interno. Cada uma dessa áreas possui sub-itens, que valem créditos que determinam a pontuação. A certificação LEED está em desenvolvimento em 41 países como China (HK-BEAM), Nova Zelândia (BRANZ) e Brasil (LEED-Brasil).

BREEAM – Building Research Establishment Environmental Assessment Method

Desenvolvido pelo BRE – Building Research Establishment, em 1990, com versões voltadas para residências e escritórios. A avaliação das construções é feita considerando oito principais áreas: manutenção e monitoramento; saúde e bem estar; energia, transporte, água, material, uso do solo e ecologia; e poluição.

HQE –Haute Qualité Envirronnemental

Desenvolvido pela Associação HQE, em 1996, esse sistema busca avaliar o impacto nos edifícios em relação ao ambiente externo, otimizando a performance de energia, reduzindo as emissões poluentes e produção de resíduos; e também proporcionando um ambiente confortável nos ambientes internos.

Esse sistema de avaliação foi adaptado às condições brasileiras com a criação da Certificação AQUA (Alta Qualidade Ambiental) pela Fundação Vanzolini. Essa avaliação pode ser aplicada em variados segmentos como edifícios de escritórios, escolas, comércio, indústria, habitação.

PROCEL EDIFICA

No Brasil, como parte do Programa Brasileiro de Etiquetagem e com o objetivo de incentivar a adoção de medidas mais sustentáveis nos edifícios do país, o Inmetro e a Eletrobrás lançaram no dia 2 de julho a Etiqueta de Eficiência Energética de Edificações, chamada Procel Edifica, que avaliará e classificará os edifícios públicos, comerciais e de serviços de acordo com seu consumo de energia.

A metodologia usada para a avaliação será a mesma que o Programa já utiliza para os testes de eficiência energética em aparelhos domésticos, como chuveiros elétricos e geladeiras, mas com critérios diferentes. No caso dos edifícios, a etiqueta levará em conta, basicamente, três aspectos: envoltório – a fachada e o entorno dos prédios –, sistema de iluminação e condicionamento de ar.

Segundo Roberto Lamberts, apesar do Brasil não estar entre os maiores consumidores mundiais de energia, o consumo de energia elétrica brasileiro tem crescido de forma significativa nos últimos anos. A parcela de energia consumida por sistemas de condicionamento de ar em edificações comerciais pode chegar a 70% do consumo total de escritórios, e a parcela em edificações residenciais é crescente.

Segundo a Companhia de Habitação de Minas Gerais (Cohab), se fosse coberta toda a escassez de habitações no país, o consumo aumentaria em 8,8 megawatts, aproximadamente 69% da produção da Usina de Itaipú. A substituição do chuveiro elétrico pelo uso de coletores solares nas residências possibilitaria uma significativa economia de até 35% no consumo total. Isso porque o chuveiro é um dos equipamentos que mais consomem energia nas residências, representando 7% de todo consumo nacional de energia elétrica.

SIMULAÇÕES COMPUTACIONAIS

Oferecemos simulacões de conforto ambiental para verificação do desempenho do projeto com relação a insolação, cargas térmicas e soluções de arquitetura que podem minimizar os impactos diagnosticados.

  • Estudos de implantação e trajetória do sol.
  • Aproveitamento da ventilação natural por efeito chaminé ou ventilação cruzada.
  • Uso da iluminação natural nos espaços internos.

Especificamos técnicas de controle luminoso e solar como implantação e uso de brises nas fachadas e especificação de vidros mais eficientes e com menor ganho de radiação direta. Os tipos de proteções solares dependem do tipo de construção e de suas dimensões, podendo ser:

- Placas metálicas horizontais e verticais.

- Persianas externas de metal, PVC ou madeira.

- Telas metálicas perfuradas para fachada de edifícios.

- Persianas e rolôs entre vidros.

- Persianas e rolôs internos.

A fim de determinar a aplicação correta dos tipos de proteção são necessárias as simulações e os cálculos para analisar os efeitos da iluminação natural no período do verão e inverno.

Além das proteções solares, os vidros podem melhorar o desempenho energético das edificações e colaborar com a redução do uso de luz artificial, ao permitir a passagem de iluminação natural.

A redução do consumo de energia com a aplicação de estratégias bioclimáticas podem minimizar soluções ativas como iluminação artificial e sistema de ar condicionado.

Utilizamos nos projetos modelagens computacionais que ajudam no diagnóstico do comportamento térmico e desempenho energético de residências e edifícios.

1. DesignBuilder: ferramenta computacional para simular os efeitos térmico das construções, com base nos cálculos do Energy Plus.

2. Ecotect: modelo computacional para verificar o efeito de sombreamento, trajetória do sol e estudos de implantação.

3. Relux: utilizado para simulação da iluminação natural e artificial.

MATERIAIS E TECNOLOGIAS

Podemos contribuir com especificações de materiais e tecnologias que possibiltem o melhor desempenho em cada projeto, com menor impacto socioambiental.

RESPONSABILIDADE SOCIAL

É fundamental a abordagem social para atingirmos um padrão mais sustentável. O “verniz verde” (green wash) é conhecido como a adoção de abordagens superficialmente “ecológicas”.

Melhorar as condições dos envolvidos em toda a cadeia produtiva é um desafio inerente à procura de um desenvolvimento sustentável e existem muitas oportunidades a serem exploradas nas várias etapas de um empreendimento, desde sua concepção.

Através de um mapeamento dos stakeholders, inclusão de ações e agentes específicos no âmbito estratégico de um empreendimento, pode-se atingir repercussões positivas e diferenciais expressivos para a comunidade, para a empresa e, finalmente, para o próprio diferencial de marketing.

Temos profissionais que atuam conosco na integração dessas abordagens e gerar a comunicação adequada no processo.